
O gosto pela aventura, pelas descobertas,
por deslumbrar novas paisagens.
A satisfação de solucionar
problemas inesperados para os quais V. sabe que não está
plenamente preparado para resolver.
A sensação de conquista
ao percorrer caminhos desconhecidos.
Vencer forças da natureza
ou, ao menos, expor-se ao risco de ter que enfrentá-las. Para um
executivo (navegador eventual), isso pode injetar overdoses de adrenalina
inúmeras vezes ao longo do percurso.

Também o prazer de chegar ao destino,
sabendo-se previamente que o risco de não encontrá-lo era
grande.
Desafio, transgressão, provação.
Parece que são estas coisas
que dão prazer na navegação de áreas pouco
exploradas. Se não for, é por aí...
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É a viagem. |
Para quem gosta de fotografia e
vídeo, este tipo de navegação é também
muito gratificante.
Aquisição de equipamento
à parte, o custo da operação é baixo (basicamente
gasolina), a não ser que V. esteja a bordo de uma "Errante",
com 200HP de potência, em que o tanque de 100 litros pode ser consumido
em uma tarde, dependendo do regime em que V. navegar.
Por outro lado, faz parte da aventura,
saber conviver bem com dificuldades de intempérie, suportando muito
sol, às vezes chuva e, principalmente, o vento - na Errante, a 55mph
e com o rosto acima do parabrisa, chora-se.
Comer sanduíche na sombra
de uma árvore, a
bordo ou embaixo de uma ponte. Carregar e descarregar um barco, trafegar
e manobrar o carro com a carreta atrelada, também compõem
o preço.
Se V. prefere isso
a uma excursão com guia turístico e ar condicionado, escolha
já a sua rota!
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As rotas aqui apresentadas tem como ponto de partida o Pinguela Parque, localizado na costa Norte da Lagoa da Pinguela (km 78 da BR-101, trecho Osório-Torres, a 22km de Osório). Dentre os locais possíveis para estabelecer nossa base, este é o que apresenta maior conveniência pela localização e infra-estrutura oferecida.
A qualidade das informações aqui apresentadas não podem ser jamais comparadas àquela encontrada em cartas e mapas. São informações desprovidas de precisão. São o resultado da memória de passeios e de explorações em que não houve sequer anotação a bordo. Não há portanto, nenhuma responsabilidade quanto a erros nem quanto à precisão e/ou qualidade das informações prestadas neste site. Acima de tudo, a descoberta dos segredos da navegação faz parte do prazer de navegar, explorando cada metro de rio navegado e saboreando as conquistas de novas paisagens.
As rotas abaixo foram navegadas em Jan e Fev/99 estando o nível das lagoas bem abaixo do normal. Utilizamos o "Mirapalheta" (inflável de casco rígido com 17'x70HP), a "Errante" (lancha Ventura20 - 20'x200HP) e o "Estrela" (ex-veleiro de madeira, da Classe Jangadeiro, com 18'x10HPdiesel, adaptado com motor de popa em 2.000.
Selecione as rotas clicando na lista abaixo. Confira depois no mapa (veja link na página principal).
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| A Lagoa da Pinguela é excelente
para passeios. Ventos moderados e bela paisagem. Belíssimo
pôr do sol. Ao norte, as enseadas
abrigadas do vento pelos morros são ótimas para esquiar.
Por isso mesmo não é o local mais indicado para velejar.
Quando o vento está forte, sua direção muda seguidamente
na enseada norte devido ao 'rebojo' nos morros. Há uns 20 anos,
quando o "Estrela" ainda era veleiro, atravessamos a enseada norte com
vento de popa e voltamos, logo em seguida, em popa também...
Navegando-se à leste, em direção à lagoa do Palmital ou ao Sul, em direção à Osório, a intensidade do vento aumenta. É também mais constante e sem tantas rajadas como ao norte. A costa norte da lagoa tem pedras submersas - de uma maneira geral, evite navegar muito próximo às encostas rochosas. Normalmente estas encostas tem mato até a beira da lagoa com figueiras centenárias apinhadas de bromélias e "barbas de pau". Existem também várias encostas de areia. A água é ótima para banho, como em toda a região. A profundidade média da lagoa, variando com o índice de chuvas, é de 3 a 5 metros. |
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| Chegar à
Lagoa do Peixoto é fácil. Da marina do Pinguela Parque, toma-se
o rumo Sul. Ao aproximar-se da costa Sul da Lagoa da Pinguela, avista-se
à Leste as instalações da Fazenda Maribo (dois prédios
de alvenaria e um trapiche alto). Logo adiante, um pouco mais ao Sul, avista-se
por entre a vegetação, uma pequena ponte
de concreto sobre o canal do Caconde que dá acesso à
Lagoa do Peixoto. Bem na entrada do canal, há uma casa de alvenaria
à bombordo.
Duas bóias de plástico demarcam o acesso ao canal. A entrada é assoreada. A trafegabilidade no canal é boa. O canal é retilíneo, o que não acontece com o João Pedro. Se o nível d'água estiver muito baixo, cuidado com detritos no fundo. A saída para a Lagoa do Peixoto não é assoreada. Chegando na Lagoa do Peixoto, à bombordo se avistará uma casa que funciona como bar no Verão (Jan/00). Um pouco mais adiante, também à bombordo, há uma rampa pública de concreto muito boa que pode ser acessada por terra pela estrada vicinal que inicia no Posto Hoff na BR-101, situado a menos de 1km do posto da PRF (a menos de 10km ao norte de Osório). Vizinho à rampa está o Rancho Fênix (com trapiche) onde há um restaurante (out/00). Atravessando a Peixoto em direção ao Sul, avista-se à Leste a praia (acesso privativo) do Condomínio Residencial Interlagos com grande movimentação de lanchas, jet skis, veleiros e windsurfs. |
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| Navegando 1km ao
Sul da marina do Parque, tome o rumo Sudeste para alcançar a Lagoa
do Palmital (avista-se o condomínio residencial Jardim da Lagoa,
à boreste). A lagoa do Palmital e a da Pinguela são praticamente
a mesma - não há uma distinção entre elas que
justifique considerá-las como duas lagoas diferentes.
Contorne o pontal à bombordo (rumo Nordeste) até encontrar baliza metálica com um pneu no topo (estreito entre Palmital-Malvas). Um pouco antes de alcançar a baliza, avista-se, por boreste, ainda na Lagoa do Palmital, o trapiche da Fazenda dos Diehl (pequeno museu sobre a navegação lacustre na região e restaurante). Seguindo ao Norte da baliza, se chegará ao trapiche da Fazenda Pontal (pousada com casas de alvenaria, piscina e outros entretenimentos). É da Lagoa das Malvas que se acessa o Canal do João Pedro e o Rio Tramandaí. A entrada do Canal do João Pedro é assoreada, o que não ocorre com a entrada para o Tramandaí. Chega-se ao Canal (a partir da baliza), navegando-se para Nordeste. É nas Malvas que nasce o Tramandaí. |
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| Da mesma baliza
referida no acesso à Lagoa das Malvas, atinge-se a nascente do rio
Tramandaí navegando-se para Nordeste até passar os dois pontais
de juncos (à boreste) e guinando-se aí para Sudeste. A partir
das Malvas, a navegação pelo Tramandaí é tranquila
(salvo os jet skis). Há poucas chances de erro na escolha do rumo
correto ao encontrar-se bifurcações no rio. Na
estréia da Errante no rio, erramos o caminho (errei, enquanto virava
a fita no toca-fitas. A freada ao encalhar foi monumental. Descer no lodo
para desencalhar não fez parte dos melhores momentos do passeio
- desculpa Carô!). No meio do rio encontra-se
a Lagoa do Passo, de baixa profundidade. Garças, tarrãs,
quero-queros e outras aves compõem a paisagem. A entrada na Lagoa
do Passo é feita rente à margem direita. A continuação
do rio dá-se ao Sul, mas é preciso contornar o baixio, navegando
para Oeste. No que se entra na continuação do Tramandaí,
passa-se sob a ponte da Estrada do Mar.
Logo em seguida cruza-se outra ponte,
junto à qual há pequeno cais com venda de bebidas e de peixe.
É também local de plantão da lancha de fiscalização
da Capitania dos Portos (um inflável de casco rígido, muito
parecido com o Mirapalheta, 90HP, bem equipado: sirene, luz piscante, rádio,
etc, mais 5 marinheiros fardados). Falta de habilitação adequada
(Arrais Amador) implica em apreensão da embarcação.
Daí em frente, qualquer bifurcação encontrada no rio levará ao mesmo caminho - são pequenas ilhas resultantes de tentativa de retificação do rio. Veja diagrama do que aconteceu. Um pouco antes
de chegar na Lagoa Tramandaí, belas casas de veraneio são
vistas na margem esquerda do rio, já em Imbé. Há também
nesta região uma marina denominada "Barranco", com rampa, reboque
de barcos e restaurante. É um
vespeiro de jet skis, normalmente pilotados por gente muito jovem (inclusive
por crianças). A maioria dos que encontramos nesta região
andava em alta velocidade e sem conhecimento das normas de tráfego.
A alta incidência de pilotos de jet skis inconseqüentes incomoda.
Veja
seqüência de fotos de um jet saltando na marola da "Errante"
e saiba dos sérios danos que causam à natureza. No Verão
98/99, um jet ski desgovernado e em alta velocidade, subiu pela popa
de uma lancha atracada no trapiche (em Imbé) e, saltando por cima
dela, raspou o casco na cabeça do piloto, desceu pelo lado, e seguiu
em frente como se nada houvesse acontecido. O evento 'deu direito' à
vinda da Brigada Militar e da Capitania dos Portos ao local. Em outra ocasião
vimos um jet ski totalmente entalado na vegetação de uma
das ilhotas do Tramandaí: o cara perdeu o controle e "foi pro mato".
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| Da baliza das Malvas próxima ao trapiche dos Diehl, chega-se ao Canal do João Pedro tomando rumo Nordeste. A entrada no canal pode ser confundida com entradas falsas (antigas), já completamente assoreadas. No curso do canal há uma ou duas possibilidades de erro na escolha da ramificação a seguir. Quase na Lagoa dos Quadros passa-se sob a ponte da RS-407 (Morro Alto-Capão da Canoa). Junto à esta ponte há marina com rampa e aluguel de jet skis. Logo em seguida, outra marina (clube) e em seguida a entrada para a Lagoa dos Quadros, na sua costa Sul, onde a barra do canal tem molhe de pedra (cuidado: fica submerso em épocas de muita chuva). Navegando-se à Nordeste, encontra-se o Marina Park (entrada pela Estrada do Mar, em Capão da Canoa). Mais adiante está a foz do Rio Cornélios. Dos molhes, navega-se à Noroeste para chegar à foz do Rio Maquiné. Os ventos na Lagoa dos Quadros são mais fortes do que na Pinguela, gerando ondas de bom tamanho - enquanto fazíamos tempo na lagoa, andando em lenta contra as ondas junto à foz do Maquiné para aguardar um amigo que reabastecia, uma onda varreu a Errante de proa a popa. |
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| A foz do Maquiné
na Lagoa dos Quadros é larga e muito assoreada. Árvores grandes
trazidas pelo rio, já secas e com poucos galhos aflorando,
são obstáculos à navegação e pouso para
aves. Pouco adiante da foz, encontra-se a balsa municipal (para veículos).
Junto à ela há venda de bebidas e traíras fritas deliciosas
(jan/00).
A cozinheira faz inúmeros cortes junto ao dorso da traíra,
de forma que as espinhas não incomodam. Há também
um ponto de desembarque para barcos pequenos em rampa natural um tanto
íngreme e sem revestimento, na margem direita do rio (acesso pelo
km 5 da RS-407, a 5km do Morro Alto em direção à Capão
da Canoa).
Enquanto colocávamos o barco n'água nesta rampa, um Sanguessuga "de primeira categoria" atracou-se na perna (preto, pegajoso como muçum, com uns 10cm "de fora a fora"). Veja a sequência de fotos mostrando a extração do bicho. O balseiro Osvaldino vende minhocas vivas para isca (jan/00).Diz ele que, conforme o "trato" que ele põe no potinho, a minhoca pode manter-se viva por até 30 dias. Muito cuidado com o cabo da balsa que, dependendo da altura do rio, pode oferecer sério risco à navegação. Temos um amigo que já viu-se bem atrapalhado quando o cabo estava a poucos centímetros acima da água. Após o cabo, toma-se o braço à esquerda e em seguida o da direita. O rio aqui ainda é largo e muito piscoso. Após a ponte da BR-101 (130m de vão), o rio continua reto, na mesma largura. É o ponto de maior perigo da navegação na região. Aqui a navegação deve ser feita na menor velocidade possível (em lenta já é velocidade demais). Melhor talvez fosse dizer que aqui não se deve navegar. Há formações rochosas (veja fotos e mapa) que afloram (ou não, dependendo da altura do rio, logicamente). Se o rio subiu a ponto de encobrir o topo das formações de rocha, não adianta ecobatímetro para evitar um acidente. Navegue aí como se a qualquer momento fosse abalroar as rochas. Se V. estiver em um inflável (a melhor embarcação para este tipo de navegação), mantenha alguém bem na proa com os olhos n'água o tempo todo enquanto voce engata o motor só de vez em quando, em lenta, para andar o mais devagar possível. O fundo é de seixos enormes. A água é muito cristalina. O local é muito bonito. Continuando neste braço do Maquiné, logo adiante não é mais possível navegar devido a uma obstrução por rochas, em um local de extremo silêncio (não havia correnteza na ocasião) e com árvores altas nas duas margens (por isso algo sombrio). É um local de uma paz incrível. Navegar a partir da ponte por este braço do rio é realmente extremamente perigoso! Osvaldino relata vários casos de acidentes ali. Mas logo que se cruza a ponte da 101, subindo o rio, há um braço do Maquiné, à bombordo. É estreito e repleto de aguapés. Vai até a cidade. Lá há uma outra ponte, baixa, de alvenaria, onde termina o passeio. Junto à ponte a profundidade era zero em jan/00 mas um pouco antes há largura suficiente para manobrar e voltar. No caminho, passa-se sob pontes pênseis, lá chamadas de "pontes de arame". |
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| Este rio une a
Lagoa Itapeva com a Lagoa dos Quadros. Junto à Lagoa dos Quadros,
há uma rampa
de concreto em propriedade particular. Para acessar esta rampa, siga pela
Estrada do Mar rumo ao Norte. Logo após passar Capão da Canoa,
entra-se à esquerda em estrada de chão batido (havia um outdoor
em mal estado em jan/00 indicando um CTG). Nesta estrada, passando a ponte
sobre o Cornélios entra-se à esquerda. Há sinalização
indicando a rampa.
Há um perigo junto à foz do Cornélios e uma chance de erro no curso do rio. Veja na página das imagens do Cornélios. Quase na chegada à Itapeva há uma ponte de concreto com ponto de venda de bebidas. Como os outros rios da região, o Cornélios é repleto de curvas acentuadas. A fauna e a flora são muito semelhantes à do Tramandaí. |
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| É a maior lagoa da região. E talvez a mais mal humorada - as ondas podem chegar a meio metro. Tanto o Sudoeste quanto o "Nordestão" fazem a lagoa se mexer bastante. É caminho para o rio Três Forquilhas e o Rio Cardoso. Não a exploramos, a não ser para alcançar os rios. Encontrar a barra do Cornélios na volta não foi lá muito fácil em meio aos juncos. Não deixe de ver as imagens do pôr do sol que assistimos! |
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| Chegando-se à
Itapeva pelo Cornélios, toma-se o rumo Norte para alcançar
a barra do Rio Três Forquilhas há aproximadamente 10km adiante,
à bombordo.
Árvores
trazidas pelo rio indicam a barra. A foz é larga. Ao contrário
da maioria dos rios, o Três Forquilhas não desemboca perpendicularmente
à margem da lagoa. A foz é voltada para nordeste e dá
pra confundir quem vem do sul. O mapa do Guia Quatro Rodas mostra este
detalhe.
Passa-se sob a ponte da BR-101 (vão de 234m) e encontra-se uma bifurcação (uma das 3 "forquilhas" do rio). Seguindo-se á direita, existe outra bifurcação, o mesmo ocorrendo se tomarmos o ramo da esquerda. Escolhendo-se sempre a opção à direita desde a foz, chega-se a uma ponte com pilares de concreto e estrutura de aço. Um pouco adiante o rio deixa de ser navegável. A paisagem é muito bonita e a água é muito clara. Existem algumas casas na beira do rio. Como na maioria dos rios aqui citados, há obstáculos submersos, possivelmente árvores: pelo menos a ida deve ser feita com muito cuidado, em baixa velocidade. |
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| Da foz do Três
Forquilhas na Itapeva, toma-se o rumo Nordeste por aproximadamente 8km,
avistando-se então, na margem Oeste da Lagoa dois
pequenos morros juntos. Mais adiante (uns 3km), está a foz do
Rio Cardoso, um tanto 'escondida' em uma entrada da lagoa, um pouco antes
de outro morro baixo. Logo após a foz
passa-se sob ponte
da BR-101 (89m) e mais adiante por outra, também de concreto
(uma árvore caída na beira do rio, obstruía a passagem
um pouco antes da ponte, em fev/99). Seguindo desta ponte, pode-se navegar
até uma terceira ponte, já quase na nascente do rio.
O rio é estreito, a água é bem clara e a paisagem é bucólica. |
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| Coordenadas GPS (Global Position System)
são as coordenadas (latitude e longitude de um ponto na superfície
da terra) obtidas através de receptores de dados transmitidos por
satélites do Pentágono (EUA). Receptores portáteis
do GPS, do tamanho de um telefone celular, podem ser obtidos por US$100
a US$400. O serviço é cortesia do Tio Sam.
No Verão, quando o nível das lagoas é baixo, a identificação da entrada de canais e rios é razoavelmente fácil pela visualização da barranca. Quando as águas sobem, atingindo o nível normal, as barrancas dos rios desaparecem, tornando a identificação da entrada extremamente difícil. É aí que o GPS passa a ter maior importância. Veja na tabela abaixo as coordenadas mais importantes da região. |
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A homepage do Régis Feldmann, navegador veterano e cmte. do "Respingo", contém dezenas de waypoints e outras informações sobre a navegação na região.
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| * Ande na mão: Com o nível
das águas baixo, quase toda a largura dos rios e canais tem calado
para embarcações como as que utilizamos. Mas a regra geral
é andar "na mão" porque o tráfego tem aumentado muito
- principalmente jet skis (Arghhh!) no Tramandaí. Encontrar um deles
de frente 'a mil' em uma curva fechada faz a adrenalina subir consideravelmente.
* Nas curvas, normalmente o lado de dentro tem encostas de areia que devem ser evitadas (raso). * Rio Alto: Terminado o Verão, quando o rio sobe, a água invade o campo (vársea) das redondezas, tornando a navegação mais perigosa: encalha-se facilmente ao perder o curso principal do rio (pode não estar no centro da área inundada). * Os ventos predominantes são o Sudoeste e o Nordeste. Diz o pessoal da região que quando o Nordeste entra, normalmente venta por 3 ou 4 dias, então pára por 1 dia ou menos e depois chove com vento Sudoeste. * Baixios: Quando navegando em zonas de baixios ou com muita probabilidade de obstáculos submersos, não esqueça que a sonda do ecobatímetro está (normalmente) instalada na popa, isto é, quando o barco atingir o obstáculo o eco ainda não o detectou. * Olhe para trás: Ao entrar em uma lagoa, saindo de um rio ou canal, preste bastante atenção à paisagem olhando para trás várias vezes enquanto se afasta, para saber como voltar. Este procedimento lhe permitirá gravar bem a paisagem pela qual deverá procurar para encontrar o rio, na volta. Dito assim, parece elementar. Mas não é. Ao afastar-se da entrada do rio, pode-se perder a noção de sua localização facilmente. Havendo GPS, marque um way point.Caso Você se veja sem condições de voltar, tenha a sorte que tivemos. * Os outros: Passando por pescadores, reduza a velocidade e afaste-se da margem onde eles estão. Assim V. não os incomoda tanto com a marola e não corre o risco de cortar as linhas deles. Ao cruzar por embarcações pequenas ou lentas, faça-o devagar o suficiente para evitar marolas. * Fique Ligado: Navegar pelos rios e canais da região está mais para exploração, descoberta e aventura do que para um passeio tranquilo pelas lagoas. É preciso estar "ligado" o tempo todo para evitar acidentes e não errar o caminho. * Compania Indesejável: Há quem embarque pessoas que não gostam de náutica. E há muita gente assim, com medo d'água. É apenas questão de gosto e não há nada de errado com eles, com certeza - apenas não gostam de estar na água. Por que então embarcam? Porque as circunstâncias muitas vezes forçam-nos a isto - vai "todo mundo" e eles acabam embarcando. Ou a pessoa tem curiosidade e aproveita a oportunidade. Evite estes 'caronas', encorajando-os a ficar em terra alegando que o barco já está muito pesado ou que não há colete para todo mundo. Assim agindo, V. beneficiará, não só a eles, mas a todos os outros no barco. Quando a pessoa em questão é pai ou mãe, os filhos presentes sofrem juntos, normalmente: há pais, mas principalmente mães, tremendamente estressadas quando embarcadas, amedrontadas e inseguras por estarem a bordo (é comum não saberem nadar). Tornam-se mudas durante o passeio e, com o semblante tenso, ficam sentadas em um mesmo lugar o tempo todo, mais encolhidas no colete que piolho em costura. Agarradas à borda ou ao que encontrarem para se segurar, algumas fazem comentários sobre tragédia, como citar o Titanic, deixando transparecer claramente todo o seu desconforto. Das poucas coisas que se ouve delas são frases do tipo "Já não tá tarde, hein?", "Vamos voltar, gente?", "Esfriou muito, né?", "O tempo tá fechando - olhem lá pr'aquele lado, ó... Acho que vai vir um temporal!...". Para estas pessoas, o grande momento do passeio é o desembarque. Assim agindo na presença dos filhos, transmitem-lhes a idéia de que vivem momentos de perigo iminente. É admissível (e não raro) que pessoas ajam assim, traumatizadas com a água. Normalmente são pessoas maravilhosas para se conviver. Em terra. O fato relevante no contexto aqui abordado é que esta conduta é totalmente indesejável na presença de crianças (filhos). Em vez delas aprenderem a ter prazer a bordo, percebem na conduta de desespero da mãe, que estar embarcado é um sacrifício e muito perigoso. Pobres pais... É assim que perdem antecipadamente os futuros parceiros. E para deixar este ponto de vista bem claro, isso não ocorre só com as mães nem só com as mulheres. Ocorre com homens também. Nada contra mulheres a bordo. Muito pelo contrário! A idéia, em resumo, é que fazer algo, seja lá o que for, com quem não sente prazer, é muito chato. No entanto, se o embarque de pessoas assim for inevitável, tente amenizar o sofrimento delas: ande devagar, não acelere bruscamente, não faça curvas fechadas, converse para distraí-los, mostre-se compenetrado, diga com antecedência o que vai fazer (curvas, paradas, etc), * Crianças a bordo: Navegando em rios ou canais desconhecidos, V. poderá evitar levar crianças - em caso de emergência, ter crianças a bordo dificulta tudo. Mas permita, de um modo geral, que as crianças participem de seus passeios, desde pequenos. As crianças acostumadas a navegar desde pequenas tem muito melhores chances de serem bons navegadores mais tarde (como em tudo na vida, aliás). Vê-se adultos que apreciam o esporte mas, marinheiros de primeira viagem, padecem quando embarcados - estranham o balanço do barco, a velocidade, os "carneirinhos", o céu nublado, qualquer vento, etc. Coisas que aprendidas (assimiladas) quando pequenos, não mais causam desconforto. Vejam como era pequeninho o meu parceiro, aos 3 anos, navegando de carona na Pinguela, no mesmo barco que hoje (1999), 12 anos depois, pode pilotar sozinho. Outras Dicas * Luz a bordo: Jornadas no entardecer
são ótimas, com direito a pôr do sol, temperatura mais
amena, etc. Neste caso luzes de navegação e faróis
são imprescindíveis (observe na targa
do Mirapalheta). Um farolete
de mão potente foi muito útil para evitar árvores
no rio e atracar o Mirapalheta às 9:30h da noite na Barra do Maquiné.
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Participaram da descoberta das informações apresentadas neste site, D.C. Ribeiro, L.A. Grassi, E.A. Neugebauer, C.C. Ribeiro, R.C. Ribeiro e J. Busato.