Esta página
apresenta fotos em que o Malibu é visto em belíssimas paisagens
na região da Pinguela. Mostra também algumas imagens do Cisne
Branco, o veleiro-escola da Marinha do Brasil. Em meio a estas fotos há
um breve relato da história do Lidson,
um desgarrado da Pinguela.
Mais abaixo,
vê-se fotos tomadas a bordo do Malibu navegando na Pinguela nas férias
do Lidson.
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Há vários anos a família Cancela tem uma propriedade às margens da Pinguela. Toda a família veleja. Um dos filhos, o Lidson, um "velejador incorrigível", aprendeu a velejar na Pinguela, no Malibu, o veleiro da família. Veja os lindos cenários que ele presenciou.
Malibu no Rio Cornélios
Todos os Direitos de Reprodução
desta Imagem Reservados a Lidson Cancela
Malibu no Pontal dos Diehl
Todos os Direitos de Reprodução
desta Imagem Reservados a Lidson Cancela
Idem
Todos os Direitos de Reprodução
desta Imagem Reservados a Lidson Cancela
Malibu nas Malvas
(Morro Alto ao fundo)
Todos os Direitos de Reprodução
desta Imagem Reservados a Lidson Cancela
Expandindo Horizontes
Lá
pelas tantas, Lidson resolveu seguir carreira na Marinha do Brasil. Com
uma bagagem considerável na "lida" de marinheiro, foi escolhido
para fazer parte da primeira tripulação de um veleiro-escola,
recém adquirido pela Marinha.
Viajaram
para a Holanda onde permaneceram vários meses para homologar* o
barco em sucessivos testes em alto mar. Enfrentaram tempestades no Mar
do Norte e fizeram inúmeros testes no veleiro, ainda com bandeira
holandesa. Lidson comunicava-se por e-mails. Num deles, enviado de Amsterdam,
Lidson dizia "sinto uma enorme falta do meu querido Malibu e
da Pinguela". Quem conhece a Pinguela, sabe o que o Lidson sentia.
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(*) testaram de tudo no veleiro. Dos panos ao piano. Dos motores
aos radares. Nada ficou pra trás. Foram exames minuciosos para atestar
a qualidade do equipamento.
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Partiram de
Lisboa em 9 de março de 2.000, com o veleiro já rebatizado
de Cisne Branco. Atracaram em Porto Seguro na Semana da Comemoração
dos 500 anos do Descobrimento, vindo por uma rota similar à de Cabral.
O Cisne Branco
é um veleiro muito especial. São 80m de proa a popa, com
3 mastros (o central tem 46m). Motores com propulsão lateral para
atracar e uma série de recursos modernos. Com tudo isso, Lidson
refere-se ao Cisne Branco como "meu escritório".
Os
números do Cisne Banco são todos exagerados. Só de
cabo em uso são 18km. O barco tem máquinas de lavar roupa,
ar condicionado central, equipamento para transformar água do mar
em água potável. Desloca-se a 13' à vela ou a 10 com
motor. O navio esteve em Porto Alegre de 9 a 14/dez/00 onde foi visitado
por milhares de pessoas.
Cada vela retangular (chamadas de "Redondas") precisa ser solta lá em
cima, nas vergas, para ser enfunada. Para isso, os marinheiros sobem pela escada
de cabos junto aos estais e, tendo alcançado a verga, engancha-se a ela
(por segurança) e vai movendo-se, de barriga, para soltar a vela (clique
na foto ao lado). Imagine fazer isso com as 15 velas, estando a mais alta a
46 metros de altura (como 15 andares). E mais ainda as 6 genoas. Imagine ainda
isso tudo em pleno oceano, com vento, e o barco adernando.
Artigo da "Revista Náutica"
Férias na Pinguela
Depois de
1 ano e 7 dias navegando no exterior com escalas pela Europa, Estados Unidos
e América Central, e estando com o Cisne Branco já homologado,
Lidson, em férias, convidou uns amigos para navegar no Malibu pela
Pinguela. Era 21 de outubro de 2.000. Soprava um vento leve. Para nossa
surpresa, o cara apareceu com gente nova na marina do Pinguela Parque.
Era gente que não conhecíamos e que nem sequer velejar sabia!
Mas como é o comandante quem escolhe a tripulação...
Nós
(os amigos) ficamos que nem uns graxains escovando o convés, lidando
com os panos, fazendo jaibe, caçando vela, orçando e aquela
lida toda de navegação.
Todos os Direitos de Reprodução
desta Imagem Reservados a Danilo Chagas Ribeiro
Pois a todas
essas, o comandante ficou lá dentro, encerrado na cabine, fazendo
não se sabe o que. Mas temos uma suspeita: antes de chegar, ele
só falava, por mail, em homologação disso e homologação
daquilo. Chegou assim, meio que com idéia fixa em homologação.
Afinal passou um ano homologando o "escritório" dele...
Parecia que
velejar não era o que ele mais queria naquele dia.
A gente lá
no convés se perguntava: será que ele está homologando?
Só
apareceu no convés para essas fotos. Depois de muito tempo embarcado,
sabe como é...
Parece que
o negócio agora é só fazer homologação.
E o cara veio com um padrão internacional.
Ô loco...
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Na volta (porque nunca bebemos embarcados), o aperitivo licoroso que o Cancela-pai fez, à base de ameixa (aquela amarelinha, pequena), estava pra lá de especial. Leva mais de 2 meses até ficar no ponto. Confira a receita do Loedir, clicando aqui.