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Desde
a criação deste site temos recebido mensagens de longe
- de fora do estado ou de fora do país. É gente que escreve
comentando algo sobre a Pinguela e arredores, e da saudade da querência.
Quem está ou esteve longe da terra (como estive), sabe da importância disto. Esse espaço, criado em Nov/00, destina-se a estas pessoas. Infelizmente as mensagens recebidas bem antes da criação desse espaço foram perdidas. |
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Desgarrados
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Esta Desgarradinha me pegou de
surpresa. Nunca imaginei que tão cedo estivesse em uma página
como essa.
Comemoramos o aniversário de 1 mês de vida dela na Pinguela. Dezenove anos depois, como as garças lá da lagoa, de repente bateu asas e se bandeou no início de dezembro/00, sem data para voltar. Foi viver em San Diego, Califórnia, estudando e trabalhando. Sustentando-se. Nesta foto (1.999), parece que ela já ensaiava bater asas... Como diz o Beto "Desgarrado" Girardi,
"Os pássaros não foram feitos
somente para um ninho... Todos partem, todos chegam para sairem de novo...
É o ciclo da terra, do universo..."
Seguem alguns versos, algo melancólicos. |
A vez dela
(ou seria, A
minha
vez?)
Criar os filhos para o mundo!
Quem disso já não
falou e ouviu?
Assim penso quando fecundo
E também elas quando
no cio.
É fácil concordar
enquanto teoria:
A prática sempre parece-nos
tão distante...
Chega a hora e vê-se
quão escassa é a sabedoria.
Me engasgo em meio à
lágrima abundante.
Primogênita cuidada e
tão querida,
Enquanto aqui, presumo saber
onde deverá andar.
Agora, ainda tão novinha,
bate asas com data só de ida
Afinal, chegou a hora dela
mundo afora voar.
Estou triste mas também
contente,
Como sorvete com chocolate
quente.
Ela quer provar-se: melhor
longe e sozinha.
Sendo de muita coragem, preciso
dar-lhe linha.
Contesto para testar e digo
que não patrocino
Mas ela batalha e insiste
com persistência.
Como sempre fui aventureiro
e algo teatino,
Também eu queria ter
mais esta vivência.
O que a Dani quer, ninguém
pode lhe dar.
É algo que Ela precisa
conquistar.
Muito me orgulho que assim
aja e pense:
Há algo melhor do que
em si mesmo apostar?
(Danilo Chagas Ribeiro)
QUERIDO DANILO.
TUA POESIA TOCOU-ME
PROFUNDAMENTE POIS TAMBÉM TENHO FILHO QUE UM DIA TAMBÉM,
COMO A DANI, TERÁ
DE PARTIR
Chegou a Hora dela Mundo Voar
Tua poesia como um suplício
em lamento
Geme como o vento, cala como
a noite,
Serena como a madrugada.
E desperta novamente ao sumir
da lua.
Teu poema foi arrancado. Veio
de dentro.
Ele veio chorando, gemendo,
implorando...
Renunciando também,
com sabedoria, aceitando...
Aceitando a partida sofrida
na esperança de um
dia talvez a chegada
Voa "pombinha" voa.
Leva contigo este manto de
saudades
deste amor primogênico
Adestra nesta pilcha descalça
As ruas que caminhares não
serão da mesma pedra
A água que beberes
não será a mesma desta lagoa
Que um dia te serviu, te fez,
te amparou, te criou...
Saibas pombinha que quando
te tornares uma "desgarrada"
A Pinguela estará sempre
aqui pronta para te amparar,
Te cuidar, te fazer ninar...
Vá tranqüila pois
a Pinguela estará aqui serena, tranqüila,
Iluminada pelo Cruzeiro do
Sul, torcendo pelo teu progresso...
Se um dia, então distante,
se na saudade te encontrares,
Vire a cabeça para
o Sul e saibas que a Pinguela lá estará:
Sorridente, imensa, imersa
na calmaria,
Emanando um mantra de paz
que no silêncio do espírito te envolverá
E com seu poncho missioneiro,
mais uma vez, te fará ninar...
UM ABRA@O,
BETO
(Beto Desgarrado
Girardi)
Beto vive em New Jersey. Casou com
outra Desgarrada, a Rute, e tem um filho, o Daniel.
A moça da foto, não
é a Rute. É a irmã do Beto, a pescadora "de carteirinha"
que aparece dando banho nas minhocas no Rio Maquiné, mais abaixo
nesta página.
Palavras do Beto: "Gostei muito
do artigo 'Jet ski: danos a natureza'. Muito instrutivo. Já andei
num animal desse, mais com o que aprendi do artigo penso e espero que nunca
mais eu bote a munda--again-- neste anilmalzinho poluente!!?????!!"
Além de pescar lambaris como
o da foto, de vez em quando Beto pega a caneta e, saudoso da querência,
arrasa:
NOSSA TERRA
Nasci a teus pés
Linda Maquiné.
Cresci com tuas árvores,
Comi de teus frutos.
Bebi de tuas águas
corri por teu vale,
Andei sob tua serra...
Vivi com a alma nua,
ao luar de tua lua,
ao gritar da coruja,
...no badalar da sinagoga,
despojei-me de meus bens
em tua rua!
Cruzei teus montes,
bebi a água da fonte.
Usei pinguelas e barragens,
Caminhei na estrada,
Rumei para a cidade,
Aprendi na universidade...
Sei. Tu foste
o início da minha
continuidade...
(Gilberto Girardi)
Zé Roberto Grassi, casado
com a Débora e pai do Pedro, da Camila e do Lucas, morava no Bonfim,
em Porto Alegre. Desde 1.994 vive nos Estados Unidos (Phoenix, Arizona)
onde tem uma produtora de comerciais para TV (é produtor e diretor).
Com a palavra o Zé Roberto:
"Costumava
pescar nas praias gaúchas (Imbé/Tramandaí e Xangrilá
e sempre pegava pelo menos um lambari. Mas este (foto
ao lado) que pesquei aqui bateu todos os meus
records (Hawaii Outubro/2000).
Acho que
saber manter a natureza é o mais importante fator p/conservar a
Pinguela. Se fizéssemos uma campanha publicitária, tipo conscientizando
o público de como manter a natureza, não colocar detritos
fora e outras coisas, ajudaríamos em muito a manter a qualidade
do lugar".
Zé sente falta da família,
dos amigos e dos jogos do Inter (aqui vai "uma
força" pra ele).
Lidson saiu de Osório em 1.999, com 21 anos, para acompanhar o final da construção do veleiro "Cisne Branco" e efetuar a travessia até o Brasil, cumprindo a Viagem Comemorativa dos 500 Anos do Descobrimento. O veleiro é um navio-escola, em que Lidson ensina os alunos da Marinha a velejar (as histórias que ele conta da gurizada empacando lá em cima das vergas para soltar as velas, é de dar gargalhadas). Conheceu várias cidades da Europa, dos EUA e mesmo do Brasil.
Do que ele mais sente falta? "Do
povo sulista, navegadas, pescarias, churrasquinhos...
Sugiro a
regulamentação do uso de Jets, em águas restritas,
organização de regatas, incluindo a Pinguela, em circuitos
nacionais de monotipos...
Como melhorar
a qualidade de vida na Pinguela? Transmitindo aos recém chegados,
o sentimento que nos cerca... a valorização deste meio ambiente
maravilhoso...".
Ressaltamos (e endossamos) o comentário
enviado por Lidson, ao lembrar-se da Pinguela:
| É com a dor da perda, que vem a consciência. |
Para conhecer mais sobre o Lidson,
ver suas belas fotos da Pinguela, do Malibu e do Cisne Branco, clique
aqui.
Mário, que aparece à
esquerda na foto ao lado, é de Bagé e há 10 anos vive
em Hamamatsu, Japão, onde é diagramador de um jornal (nas
horas vagas, dá uns tapas na turma lá). Descendente de japoneses,
foi com o pai para o Japão onde casou-se com uma prenda da Califórnia.
Diz que a sociedade fechada do Japão não é fácil,
e que "os únicos gaúchos que se acham
por aqui são umas tal de umas modelo, mas são ruim de prosa
uma barbaridade...".
Adora música nativista e
pretende se bandear de volta pro pago.

Mário enviou o ideograma
ao lado, que tem um significado bem interessante. É o ideograma
de "crise". Na verdade, é o ideograma de "perigo" e o ideograma
de "oportunidade" juntos. A idéia é que em Kanji, um dos
alfabetos japoneses,
Perigo + Oportunidade = Crise.
Este ideograma tem sido mundialmente
empregado para mostrar que uma crise sempre representa uma oportunidade,
mesmo havendo perigo. O "recado" é que situações de
crise podem ser vistas positivamente, como novas oportunidades na vida.
Bonitaço!
Zaida vive há vários
anos em New York, é mãe da Gabriella, de 7 anos, e de vez
em quando vem visitar os parentes em Maquiné, onde nasceu. Estuda
Fashion Design e pretende dar um toque brasileiro ao vestuário da
mulher americana.
Na foto, de dar inveja aos adoradores
do Yosemite, Zaida aparece no seu passatempo preferido quando está
por aqui, curtindo a tranquilidade do rio Maquiné.